A maturidade é o momento de plenitude da mulher. Ouvimos cada paciente para poder adotar o melhor tratamento e preservar a qualidade de vida, a estética, a disposição e a libido. Nossa proposta é qualidade de vida total e maior atenção à prevenção em saúde. Reposição hormonal, fazer ou não fazer? Falta de libido, é possível retomar o prazer? Conversar com um profissional abre novas perspectivas e renova sua auto-estima.


Núcleos de Atendimento Vie!


TEMAS DE INTERESSE
Por: Dra Naira Scartezzini

1 - Entendendo a Menopausa
Por: Dra Naira Scartezzini

2 - Sexualidade e Saúde
Por: Dra Naira Scartezzini


Entendendo a Menopausa

Por: Dra Naira Scartezzini

O Climatério é uma fase que estará, está ou esteve presente na vida de todas as mulheres. Por este motivo, é essencial um pleno entendimento das mudanças presentes nesta fase para uma transição saudável e sem traumas.

É importante, inicialmente, entendermos algumas nomenclaturas amplamente usadas:
• Climatério – é o período em que acontece uma redução importante na produção natural de hormônios sexuais (principalmente estrogênio), resultando em sintomas decorrentes de tal oscilação hormonal.
• Menopausa – é o termo usado para denominar a última menstruação natural da mulher. Este diagnóstico só pode ser firmado após um ano sem menstruações.
• Pré-menopausa – se inicia com o surgimento dos primeiros sintomas decorrentes da queda hormonal (geralmente ao redor dos 40 anos).
• Pós-menopausa – etapa que se inicia um ano após a última menstruação natural da mulher, e que tem sua importância principalmente nas alterações de massa óssea, geniturinárias e da pele da paciente.

Existe uma pluralidade na reação dos organismos femininos em resposta à falta ou diminuição de hormônios sexuais circulantes, que se expressa em diversos sintomas possíveis. Alguns sintomas mais frequentes são: fogachos (sensação súbita de aquecimento em região de tronco e face gerando desconforto e sudorese), queda da libido, ressecamento vaginal, irritabilidade, sintomas depressivos, insônia, palpitações, perda de memória, dores articulares, entre outros. Também podem estar presentes alterações geniturinárias decorrentes das mudanças do trofismo da mucosa genital, e alterações da pele com a perda de elasticidade.

A falta do estrogênio também tem repercussões cardiovasculares e na renovação da massa óssea, aumentando o risco cardiovascular e favorecendo o surgimento de osteopenia e osteoporose.

Com a ocorrência de todas essas alterações, o Climatério, é certamente um período que necessita ser acompanhado por um médico que fará avaliações clínicas e laboratoriais periódicas. Esse profissional poderá avaliar a necessidade de reposições hormonais ou vitamínicas individualmente para cada paciente. Além de orientar corretamente a prática de atividades físicas regulares e a ingestão alimentar equilibrada e saudável.

É importante que a mulher entenda o Climatério apenas como mais um período de transição, semelhante a tantos outros que acontecem no decorrer da nossa vida. E que esta nova fase vem seguida de um leque de novas possibilidades e experiências a serem vividas.

topo

Sexualidade e Saúde
Por: Dra Naira Scartezzini

A sexualidade é uma manifestação ampla que sofre influências psicológicas, biológicas, culturais e religiosas. Ela está presente durante toda a evolução do ser humano, e suas formas de expressão se modificam de acordo com a fase da vida do indivíduo.
É muito comum encontrarmos mulheres que se queixam de diminuição ou ausência de desejo sexual, principalmente à partir dos 40 anos, quando se aproxima a fase do climatério. Importante entender que tal manifestação pode ter inúmeras causas e existem tratamentos para a maior parte delas.

Podemos separar a resposta sexual humana em quatro fases: desejo, excitação, orgasmo e relaxamento. O desejo é o impulso produzido pelo cérebro diante de um estímulo sexual, tal fase envolve a liberação de neurotransmissores excitatórios (dopamina, melanocortinas, noradrenalina e ocitocina) e hormônios esteróides. Portanto, qualquer alteração endócrina, pode levar a um desequilíbrio hormonal comprometendo a resposta sexual. Frequentemente, na fase da menopausa há um declínio dos níveis de testosterona, que pode resultar em alterações na função sexual.
Além do perfil biológico envolvido no desejo sexual, existe a construção social da sexualidade, que difere entre homens e mulheres de acordo com sua infância, cultura e sociedade, este fator também pode influir na primeira fase da resposta sexual.

O desejo sexual hipoativo também é um diagnóstico frequente entre as pacientes na fase climatérica, e se traduz pela deficiência de fantasias ou desejo de atividade sexual causando angústia e dificuldades de relacionamento interpessoal. Tal alteração pode ser classificada em primária (sempre existiu) ou secundária (surgiu após algum evento), global (todas as situações) ou situacional, e transitória ou permanente.
No curso da avaliação destas pacientes é fundamental diferenciar o que são oscilações normais ou patológicas da libido, e definir se a disfunção é orgânica, psicológica ou mista. Como fatores orgânicos podemos citar as doenças cardiovasculares, endócrinas, de sistema nervoso central, e doenças genitais, estas se apresentando com dor durante a relação. Também devemos considerar os medicamentos que tenham ação antiandrogênica como antipsicóticos, diuréticos ou betabloqueadores.

A assistência deve ser personalizada e direcionada para o fator causal. Podemos considerar inúmeras possibilidades de tratamento sempre levando em consideração cada paciente individualmente. As possibilidades podem envolver a introdução de drogas pró-sexuais ou terapias hormonais, seguindo corretamente as indicações e contraindicações para as mesmas.
Fundamental que a paciente se sinta acolhida pelo profissional de saúde que escolheu e segura do tratamento proposto, buscando sempre uma vida mais saudável.

topo